segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Para Paulinha e Luiz, que chegaram de Lua de Mel


A velha máxima de que os opostos se atraem não faz mais sentido. É que por mais que contestemos ou relutemos em acreditar, o amor torna os amantes mais parecidos. Mas isso não acontece da noite para o dia e, muito menos, de uma hora para outra. Demanda tempo...


O amor quando chega deixa os seres amados interessados pelas coisas do outro. Não falo de curiosidade vã, sobre esse ou aquele nome gravado na agenda do celular, por exemplo. Essa curiosidade fica para os namorados novos, que ainda não entendem que o amor é bem mais e maior que isso.



O interesse acaba revelado nas pequenas coisas: lemos o livro que o outro leu há pouco, começamos a nos tornar íntimos de assuntos que, para nós, não fazia muito sentido antes. Aprendemos com outros e novos pontos de vista.


De repente, vamos ficando mais próximos do ser amado, e passamos a entender mais dele até mais do que a nós mesmos. O amor é assim e tem dessas coisas todas. Uma espécie de troca amorosa acontece o tempo todo, mesmo que ainda não percebamos.


Aprendemos um do outro, misturamos nossas preferências, nossos círculos de amizade, nossos gestos. Vamos nos tornando únicos, pouco a pouco, quando o amor acontece.
Nessa troca de afinidades, a relação vai se fortificando e os dois seres amados se iluminam com as luzes do outro, como se para isso fossem feitos. Como se, para isso, fossem nascidos. Quando amor chega a esse estágio grandioso, não há mais o que fazer, senão vencer essa vontade constante de estar perto, esse querer bem absoluto, que não pretende diminuir a chama tão cedo.


A união faz com que tudo fique ainda mais parecido. As roupas no armário trocam de cheiros, os pratos na cozinha terão sempre os mesmos sabores. Os livros e os CDS da estante se confundem, não sendo mais apenas de um. E a cama, o colchão de amar e de descansar depois do amor, ficam marcados pelo peso de dois corpos feitos num só.


Assim, as coisas materiais refletem o estado de espírito de ambos. Juntos, agora mais do nunca, vão viver uma vida em comum. Sendo de tudo, e para tudo, fortificados pelo amor que se consagra hoje, embora já existente há tempos. Por isso, hoje é a composição de um novo dia e tem as asas de tudo o que será amanhã, até sempre…

Crônica de uma namorada


A namorada não é simplesmente uma mulher. Ela é o ser que está acima dos homens e abaixo dos anjos. É aquela que caminha pelas ruas como quem desce do paraíso, sustentando aquele ar puro e único que só as muito amadas possuem, e o fazem de uma maneira como um gesto qualquer de alisar a fronte num momento de carícia.


A namorada surge em nossa frente como uma aparição de luz enquanto falta energia elétrica. E ela sabe que é a mulher amada... Ela pisa o chão arrastando olhares das solteironas invejosas e dos garotos que saem do colégio pensando aventuras amorosas com as colegas de classe. A namorada está muito acima disto tudo. Ela sabe bem o papel que ocupa em nossa vida e nunca deixa de lado o seu frescor suave como de quem está infinitamente saindo do banho numa tarde morna.


Ela acorda de manhã e abre os olhos para o mundo numa atitude tão pura como o ressonar dos passarinhos. Ela espreguiça com a delícia de quem toma um sorvete de flocos... A namorada é a mulher que mais se parece com a ternura. É a própria ternura encarnada, é uma manifestação sem fim de graça, beleza e harmonia de cores sem se estar esperando. Ela é a namorada. Não a já escolhida e definitiva esposa, ou a santificada mãe, nem a amante dos motéis de uma noite qualquer. Ela é a que a gente torce como torce pelo time do coração, ou pela chegada do Natal para que se transforme nas realizações de todas as nossas fantasias, refresco para as nossas chagas do peito.


A namorada quando nos telefona sempre deixa um sorriso transparecer em meio ao já certeiro alô. Ela usa mais de 435 tipos de cremes entre hidratantes, shampoos, filtro-solar e outros cosméticos para ficar com aquela aparência de top model internacional ou sex simbol do cinema. A namorada tem olhos incandescentes que nos queimam os males sem que a gente perceba. Ela não tem um único nome, mas inúmeros chamados amorosos, por isso é conhecida em vários lugares por meu bem, princesinha, anjinho e meu amor... Aliás, o seu nome de batismo é raramente pronunciado. Só é usado nas horas severas em que é necessário chamar a atenção, porque as namoradas por serem muito amadas costumam fazer muitas coisas erradas.


Ela respira de um jeito tão particular que todo o quarto se veste de azul e a gente é tomado de uma grande paz quando ela adormece. Ela é muito inteligente, mas sabe pouco de automóveis e futebol, embora junto às amigas, consiga decifrar os mais íntimos segredos do coração dos homens. A namorada tem medo de escuro e pensa na gente quando abraça o travesseiro na hora de dormir sozinha. Ela não é campeã de karatê nem sabe tudo de matemática... É só a namorada, que como ninguém, ama com muita intensidade. A namorada não gosta de intrigas ela só quer viver e amar o seu amor.

Beatles Forever


Não é novidade que John, Paul, George e Ringo, os Beatles, figuram entre os maiores ídolos da música pop mundial! Considerada uma da principais bandas de rock do planeta, as criações musicais deles, até hoje, influenciam gerações de músicos e ninguém nunca os superou! Até o Cirque du Soleil criou um espetáculo só com canções do quarteto londrino, que podem ser conferidas no CD Love, lançado em 2007. A produção ficou a cargo do produtor genial, George Martin, ou o quinto elemento.


Cem anos de solidão


Sem dúvida, o romance Cem anos de Solidão, do colombiano Gabriel Garcia Marques é um dos livros mais fascinantes que alguém já escreveu. Gabo, como o escritor é conhecido, merece o respeito e a admiração que lhe é de direito! Afinal, um autor que inventou a própria morte, é capaz de inventar qualquer coisa!